Sorvete Só na Fuleiragem

Senhoras e senhores, com vocês a apoteose da fuleiragem, ou o gato de quem não tem cão pra caçar, ou a criatividade infinita de quem mora sozinho e tem que se virar:

Sorvete Só na Fuleiragem: O estado da arte da gastronomia de morar sozinho

Sorvete Só na Fuleiragem: O estado da arte da gastronomia de morar sozinho

Sorvete Só na Fuleiragem

Você vai precisar de:

  • Sorvete Diamante Negro Kibon 2l (ou outro de sua preferência) levemente amolecido porque você deixa a temperatura do freezer no “mínimo” pra não gastar muita energia
  • Bolacha que está na despensa de casa há alguns meses e você nem dá bola (eu usei uma Nestlé Coco que comprei pra levar de lanche no trabalho mês passado mas não achei graça)
  • Xícara para servir, porque você não tem tacinhas
  • Colher de sopa, porque você não tem boleador

Preparação:

  • Use a colher de sopa para servir o sorvete na xícara
  • Qubre a bolacha e coloque por cima do sorvete. Se já estiver quebrada no pacote, ótimo, polvilhe os farelos sobre o sorvete. Isso vai dar crocância à sobremesa
  • Utilize a mesma colher de sopa para comer, para não ter que lavar duas colheres depois

Saboreie com moderação, this is going straight to your ass. Só não é mais fuleiro do que comer direto do pote :D Aliás, lembre-se de reutilizar o pote como bacia para pipoca ou container para alimentos congelados.

Top 10 Coisas que me Irritam no Trânsito

  1. Adesivos em carros. Qualquer adesivo: peixinho cristão, santinha com rosário, Bola de Neve church, frases espirituosas com erros gramaticais (”nóis trupica mais não cai”, “tá ruim mais tá bão” etc), frases de superação de pobre (”sorria, você foi ultrapassado”), mulher pelada, bonequinhos transando, placa de trânsito indicando racha, Marie dos Aristogatas, Hello Kitty etc.
  2. Ônibus.
  3. Ônibus costurando.
  4. Caminhões no centro.
  5. Caminhões no centro costurando.
  6. Quando o indivíduo estaciona em lugar proibido e você precisa desviar pra passar.
  7. Quando o indivíduo anda no meio de duas faixas, e você não pode ultrapassar nem por um lado nem por outro.
  8. Quando o indivíduo não dá sinal.
  9. Quando o sinal abre e o indivíduo tem que pensar, trocar a marcha para a primeira (que ele devia ter trocado logo que parou) e só então arrancar.
  10. Quando o indivíduo vai reto em “conversão obrigatória para faixa da direita”, ou quando não muda de faixa para dobrar, dobra direto da faixa do meio mesmo, e você, que está na faixa certa, tem que dar espaço pro indivíduo para evitar um acidente.

A Regra “1 Coisa Boa”

Hoje no parque vi uma capivara baby do lado da mãe, junto com as outras capivaras. A coisa mais linda do mundo, até diminuí o passo pra olhar. Mais: um total desconhecido sorriu pra mim e desejou bom dia. Considerando os 50 e tantos do sujeito e o estado deplorável em que fico durante a prática de exercícios físicos, não havia intenção de flerte, foi pura cidadania e boa educação. Um curitibano desejou bom dia a um desconhecido. Não estava chovendo às 7 da manhã, o sol estava lá, apesar da chuvarada do dia e noite anteriores. Frio, mas sem chuva e com sol. Cinco minutos depois que cheguei na empresa começou uma tempestade que só parou às quatro e meia da tarde. Escapei da chuva! Pra presentear o clima propício, uma colega de trabalho trouxe pra vender os brigadeiros que a mãe dela faz: deliciosos e do tamanho de bolas de tênis.

Isso é como encontrar a felicidade?

Desenvolvi um exercício que não tenho posto muito em prática ultimamente, mas que hoje não pude evitar. O exercício consiste em pensar em alguma coisa boa que tenha lhe ocorrido durante o dia e a partir daí constatar que sim, apesar das mazelas, a vida é bela. Só precisa de uma coisa. É impossível que não tenha acontecido nada de bom com você desde que você acordou, uma coisa positiva sempre tem.

Hoje tive quatro óbvias, isso é mais que motivo pra sorrir. Devo ter tido muito mais que não percebi, porque a gente muitas vezes tá tão afundado que não olha pra cima. São coisinhas bestas, pequenas, mas que se não estivessem lá talvez fizessem diferença no seu estado de espírito. É muito pouco provável que uma coisa incrível e grandiosa aconteça todos os dias, portanto você precisa das coisinhas bestas.

Considerando que eu consegui relevar o banho de chuva que tomei na hora do almoço e que estragou minha escova feita ontem com tanta dedicação e amor mais o filho da puta que estacionou a 2 milímetros do meu carro no estacionamento em diagonal (e ainda tinha um adesivo de santinha no meio de um rosário-mapa-do-Brasil e um adesivo de “como estou dirigindo?”), acho que essa regrinha tem funcionado. Quando pensar em hoje vou lembrar muito mais da capivara baby do que do filho da puta do adesivo de santinha.

E isso não vale só para acontecimentos. Tente achar algo de bom em alguma coisa ou alguém que supere os “algos” de ruim. Garanto que vai facilitar escolhas e decisões. Depois me conte :)

Atenção homens: As destrambelhadas é que são pra casar!

Sabe gente que bebe e queima o filme? Começa a abraçar a galera, fala alto, sobe na mesa pra dançar Like a Virgin, pega nos genitais (próprios e alheios), etc? Então. Eu sou assim sóbria, mas sem a parte dos genitais.

Eu falo coisas pessoais em alto e bom som, eu falo mal sem perceber que a pessoa em questão está bem atrás de mim, eu faço careta em horas inoportunas, eu derrubo coisas, eu levo tombos. Essa semana foi a apoteose da falta de noção.

Vamos por ordem cronológica:

  1. Os três andares de Letras (o 9º na verdade é dividido com Ciências Sociais, mas ainda é de Letras, rá) estão em reforma, então está tudo cheio de poeira por todos os lados. Um professor segurou a aula até passado o horário da aula seguinte, e todos os alunos mais o professor da aula seguinte já estavam do lado de fora esperando a liberação da sala. Quando a aula finalmente acabou e eu saí, fui fazer a curva entre a porta da sala e o corredor, escorreguei por causa do chão empoeirado e do sapato sem grooving e caí no chão de lado. Com toda a turma da aula seguinte como platéia. E as pessoas ainda foram acudir “nossa, você tá bem?” e eu “tô, tô, obrigada”, levantei e andei o resto do corredor com toda a elegância que ainda me restava.
  2. Eu falei sobre o estado da minha depilação no meu blog.
  3. Comentei na cantina com minha amiga que “ele só pode tar sonhando se acha que eu vou dar pra ele, coitado” a ponto de ela ter que me segurar e falar pra não dizer esse tipo de coisa muito alto porque queimava o filme. E falei isso no blog.
  4. Eu deixei que tirassem uma foto minha fazendo uma careta que envolve uma asinha de frango no churras da firma. Em homenagem, fizeram até um ícone para área de trabalho. Quem quiser, baixa aqui e arrasa com minha asinha de frango de ícone pros “Meus Documentos”. E eu falei isso no blog e ainda botei pra baixar o tal ícone.
  5. Acabei de fazer uma piada besta denegrindo estagiários. Até aí tudo bem, se não houvesse dois estagiários amigos meus ao alcance da minha voz - porque eu obviamente falei alto.

Não é de propósito, juro. Tá, contar as gafes no blog já é sem-vergonhice mesmo, mas as gafes em si são uma parte do meu ser. Eu sempre fui assim e, acredite, bem pior. Muitas vaias na sala de aula no Ensino Médio foram direcionadas a mim, e vamos deixar os exemplos por isso mesmo.

Eu não sei se isso é um louvável senso de humor e uma personalidade livre ou se é um atestado de loser. Eu acabei de perceber o quanto isso é uma diferença gritante com a idéia que eu tenho tido de mim mesma nos últimos meses, e me dá uma leve deprê por ser a prova máxima de que não, eu não cresci. Eu ainda sou uma adolescente idiota e desajeitada, metida à besta com meu próprio dinheiro (recebi outro aumento, rá), dentro de um carro, em cima de um salto alto e sob uma camada de delineador (sem rímel porque meus cílios são lindos de nascença, herdei de papai).

Queria ter graça, delicadeza e finesse e ser uma moça pra casar igual a consorte do meu irmão. Vou voltar a morar com meus pais e me internar num curso intensivo de etiqueta, ponto-cruz, corte e costura e cultivo de horta.

NOT!

Pra quem ainda não acredita, mais relatos da minha incapacidade motora:

Em tempo: eu bebo muito pouco. Tenho medo de brincar de dança da cadeira em um Polo no sinal vermelho sem perceber a viatura de polícia parada logo atrás se eu beber bastante. Ah não, espera, eu já fiz isso. E só tinha tomado Sprite.

Meia-calça e Depilação Invernal: Moda

Bermuda de alfaiataria com meia-calça: elegante

Bermuda de alfaiataria com meia-calça: elegante

Queria ir trabalhar com a bermuda de veludo que ganhei da minha mãe, e tive que colocar uma meia-calça por baixo. Odeio usar meia-calça, odeio aquele elástico enrolando na barriga, denunciando todos os seus pneuzinhos e acusando as trufas que você comeu ontem, além do deus-nos-acuda na hora de ir ao banheiro, com uma camada extra de roupa pra tirar. Mas eu não tinha meias 7/8 (preciso providenciar, junto com a cinta-liga pra segurar, ui que sexy) então teve de ser meia-calça mesmo.

Meia tá em voga na estação, vi no Chat Feminino semana passada. Comentaram isso sobre minhas meias durante meu café da manhã na cozinha da empresa. Eu costumo usar coisas que acho bonito ou que sinto necessidade, estando na moda ou não. A meia foi questão de necessidade. Falei pra tia do comentário que eu coloquei porque estava com frio. Mentira, eu sou calor humano puro, não sinto frio, podia muito bem passar sem meia. A verdade é que eu precisava depilar a meia perna - é inverno e eu não tenho namorado nem P.A. no momento. É a moda a serviço da preguiça justificada.

Moral da história: Liqüida inverno no Mueller até domingo. Recebo sábado e vou no shopping comprar 7/8.  Depois de passar a tarde no salão, claro. Dia de cortar o cabelo. E de depilar, claro.

Receita de Analgésico Magnífico

Já pensou se existisse um analgésico milagroso que tirasse todas as suas dores ao primeiro comprimido? Que curasse até aquelas dorzinhas mais difíceis de alcançar? Até aquelas que você nem sabe ao certo o que são mas que te incomodam mesmo assim? Um analgésico interior, um analgésico emocional?

Jovanotti tem a receita! Essa música está no álbum Safari (2008) e eu acho tão interessante que achei válido compartilhar com você, leitor, essa receita. São pequenas coisas que ao longo da vida agregam seu valor, e a gente nem pára pra pensar. Traduzi livremente, só para passar a mensagem.

Antidoloríficomagnífico

Ingredientes:

  • Brasa de fogueira de acampamento recém-apagada
  • Xixi de tigre deixado ao menos uma noite ao vento
  • 7 fios de cabelo de 7 homens recolhidos de um travesseiro ao amanhecer
  • 1 pedaço da casca da árvore onde você brincava de esconde-esconde
  • 1 moeda de um país distante cujo nome você não saiba pronunciar
  • 4 grãos de terra vermelha recolhidos na África Equatorial
  • Couro cortado do cinturão de um padre cheio de tormentos
  • Suspiro de mulher linda com pés cansados e dor de dente
  • 5 fios de barba branca de um velho no bar com amigos de infância
  • 1 fragmento do espelho do banheiro da estação de onde ela partiu
  • Poeira que fica na barra do seu jeans preferido
  • Água da poça do lugar onde vocês se conheceram
  • 3 gotas de cuspe de mulher grávida de um homem que não a ama
  • 1 pena do pescoço de um papagaio preso no zoológico de Roma
  • 1cm² do jornal que saiu no dia do seu décimo aniversário
  • 1 pedacinho de papel queimado de uma bombinha de Ano Novo
  • 3 gotas de suor de um maratonista iniciante (serve o meu)
  • Um pouco de água onde uma mãe lavou os pratos ontem à noite
  • 1 pedaço do seu primeiro boletim da primeira série
  • O horário dos vôos para o ano que está para começar
  • A bolinha do apito do árbitro
  • 1 pedaço de rolha de espumante
  • 1 página do livro de ciências do qual você não sabe nada
  • 1 folha de relva sobre a qual passou há pouco um leão
  • O botão que abaixa o volume da televisão
  • A poeira depositada no filtro do ar condicionado de uma central de polícia no dia seguinte a uma grande captura
  • 12 pétalas da rosa que seduziu uma moça cortejada
  • Coloque também um tiquinho de sal de uma sua lágrima evaporada
  • O ingresso do show onde você compreendeu que a vida é bela
  • Espuma de cerveja
  • Azeite de oliva
  • A foto astronômica de uma estrela
  • Sangue fresco de uma ferida
  • Óleo de fígado de jacaré
  • O que fica debaixo das suas unhas depois de uma luta
  • Poeira de computador
  • Pernas de aranha
  • 3 euros em fichas no cassino
  • Borracha de pneu amassada no chão durante a arrancada
  • Merda de lobo na parte branca da faixa de pedestres
  • O pólen de 1 flor levada para sua avó no hospital
  • A última página de Pinóquio
  • A primeira página do Eclesiastes
  • O laço enrolado que no domingo segura o pote de macarrão
  • Pedra tirada do Parthenon
  • Gancho que segura o sutiã
  • 3 gotas de água do seu copo quando este está meio cheio

Preparação:

  • Moer
  • Misturar
  • Bater

E pra quem quiser ouvir:

Como escolher maçãs?

Esses dias, no mercado com minha fiel sacola retornável de feira, estava eu na seção de hortifruti. Tinha passado um tempo escolhendo as cenouras e agora estava nas maçãs. É sempre uma dificuldade incrível escolher boas maçãs, todas elas têm um pretinho ali, um amassadinho aqui. Eu acabo sempre levando as que TÊM amassadinhos e pretinhos, mas que na hora de comprar eu não vejo. Daí só percebo quando vou tirar da geladeira pra comer e fico puta, cortando fora com a faca as imperfeiçõezinhas. Isso tira toda a graça de comer maçã. Maçã a gente tem que enfiar na boca e morder gostoso! Não ficar cortando com a faca e levando faca + maçã à boca, igual pirata.

Foi mais ou menos no meio do longo processo de escolha, já aos 10 minutos e na terceira maçã (eu queria 5), que apareceu na gôndola da Maçã Gala um homem na faixa dos 30, aparentemente solteiro e morando sozinho, de perfume caro, terno, gravata e cara de nerd trabalhador corporativo, fazendo tipo de quem tinha acabado de sair do cubículo na Marechal Deodoro. Pegou três maçãs aleatórias, enfiou na sacolinha e se mandou. Em menos de 30 segundos. Não se preocupou nem um pouco em escolher as menos piores.

Aquilo me fez pensar em algo que eu havia lido em algum blog algum tempo atrás. Diziam que a gente escolhe namorado como se estivesse escolhendo maçã, e que é idiotice tentar achar uma maçã perfeita porque uma maçã perfeita simplesmente não existe. Não consigo achar que blog era, se alguém souber dê um toque (e não, não era aquele e-mail mulher = maçã).

Eu fico ali, mil anos tentando catar uma maçã que não tenha imperfeição nenhuma, sempre acabo levando maçãs imperfeitas e ainda ficando irritada com isso. Será que o engravatado, que pegou as primeiras que achou, se importa se a maçã está amassada ou não? Será que ele é mais feliz porque come sua maçã numa boa sem nem ligar por ela não ser perfeita?

O perigo de pegar a primeira maçã que se encontra é que ela pode estar bichada, aí realmente o problema é grande. Mas e esses pretinhos? Será que são mesmo relevantes? Eu nunca passei mal quando engoli uma parte ruim de uma maçã sem querer.

Veredicto libriano: escolha, mas com moderação.

A Saga da Corredora Iniciante

Estou num processo de reeducação alimentar já há um tempo, mas as gordurinhas não estavam indo embora. Cheguei à conclusão de que eu precisava sair da minha inércia preguicenta e me mexer um pouco, já que desde que ganhei o carro não tenho tirado a bunda de dentro dele. Sempre detestei a canseira, os bofes pra fora e o suadouro, mas achei que era hora de mudar.

Optei, por eliminação, pela caminhada/corrida. Esportes de competição estavam fora de questão (no way que eu vou reviver o Ensino Médio), musculação e coisas que precisassem de equipamentos adicionais também (no way que eu vou gastar dinheiro com isso). Eu sei que preciso fazer algum tipo de exercício anaeróbico também para fortalecer músculos e ossos, mas preciso de preparação psicológica antes de puxar ferro. Em último caso eu apelo para abdominais.

Além de que odeio academia, acho chatíssimo aquele ambiente com cheiro de subaqueira e um ventiladorzinho indo de um lado pro outro, cheio de aparelhos brutamontes anti-design e pessoas acéfalas, e ainda o fato de precisar pagar por tudo isso. Academia não é para onde vai o meu rico dinheirinho, não senhor! Cheguei a duas soluções possíveis: ir ao parque ou voltar a ir pro trabalho de ônibus, já que a caminhada até o ponto dá uns bons 20 minutos.

A segunda opção foi tentadora devido à economia de dinheiro, mas o Marco Zero de Curitiba não é um lugar bonito nem seguro às 7 horas da manhã. Sem contar que eu precisaria carregar todas minhas coisas para o trabalho, o que tornaria difícil manter a postura correta e tiraria parte do benefício do exercício.

O parque ganhou a disputa por ser obviamente mais agradável e de relativo fácil acesso e ter mais gente com o mesmo objetivo que eu ao redor. Gente bonita, diga-se de passagem.

O meu problema então era a mesma desculpa de todo mundo para não fazer exercício: não tenho tempo. Trabalho o dia inteiro e estudo à noite, além do tempo de locomoção para o trabalho que toma 1 hora do meu dia. Nenhum dos meus horários “disponíveis” (de manhãzinha, na hora do almoço e depois do trabalho) são bons, levando em consideração tráfego, sono, trocar de roupa suada para limpinha e tomar banho. Logo, precisei experimentar.

Nipo-japonês correndo em um parque de Curitiba às 7 da manhã de um dia de julho
Nipo-japonês correndo em um parque de Curitiba às 7 da manhã de um dia de julho

Dia 1

Aproveitei a última semana de férias da faculdade e fui à tarde, logo depois do trabalho. Foi bem agradável, tinha bastante gente na mesma situação que eu e taxa 0 de domingueiros sem noção. O clima estava bom, sem vento gelado. A surpresa bem-vinda veio por conta do pôr-do-sol lindo que eu presenciei. Bem legal ver a galera parando pra ver o sol, alguns tirando foto. Curti. Levei 38 minutos para dar a volta no parque caminhando, cronometrei com meu fiel companheiro iPod Touch. O ponto negativo foi o trânsito das 18h. Levei um bom tempo para chegar em casa e, se tivesse aula, teria chegado uns 20 minutos atrasada se estacionasse na Reitoria e subisse direto para a aula, descabelada, com roupa de ginástica e sem comer nada (o que prejudicaria a reposição de nutrientes). Sem chance durante o próximo semestre, mas uma boa opção para quando eu não tiver aula, já que posso voltar para casa, tomar banho cheio de frescuras e secar o cabelo com calma. Até hidratação no cabelo eu fiz depois do parque :P

Dia 2

Acordei quando ainda era noite e me mandei. Cheguei no parque às 7 da manhã, peguei um nascer do sol tão lindo quanto o pôr-do-sol do dia anterior. Os prós foram o trânsito (pouquíssimos carros na rua) e o fato de já sair de casa com a roupa certa. Os contras foram ter que chegar na empresa de roupa de ginástica e ter que me trocar no banheiro sem tomar banho, apesar de eu não ter suado tanto quanto esperava. E o pior dos contras foi acordar quando ainda era noite, o que por enquanto não é tanto um problema, mas vai ser um bem sério quando eu voltar a ter aulas até as 22:30, o que significa dormir menos de 7 horas por noite, quando eu sou o tipo de pessoa que precisa de 10.

 

No geral eu gostei mais de ir de manhã. Pretendo manter o ritmo e ir todos os dias. Essa semana estou só caminhando, mas a partir da semana que vem quero começar com um programa de corrida, indo aos poucos. No site dos Corredores de Copacabana tem um guia completíssimo para você que quer começar a correr, com tudo o que você precisa saber e até uma sugestão de programa de corrida.

Pra frente, Brasil! Rumo ao Hexa!

Peguei o buquê

MT pegou o buquê

MT pegou o buquê no casamento da prima esse fim de semana.

Tá loco viu.

Queimei um sutiã

Mulheres-homem do meu Brasil.

Ontem eu tirei um tempo para cuidar da minha Bigui. Enchi o tanque, levei pra ducha (só não lavei eu mesma porque não tenho espaço onde fazer isso), e calibrei os pneus.

Calibrei os pneus. Sozinha. De salto alto, social e unha comprida bem feita de Rubi-com-Rebu. E olha que eu tenho aqueles biquinhos cromados que precisa tirar com uma chavinha do inferno, e minhas unhas saíram intactas!

Tive uma sensação de poder.

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